Para essa pergunta existem duas respostas. A quantidade de dinheiro
existente no mundo hoje pode ser a soma do PIB (Produto Interno Bruto)
de todos os países do mundo, ou seja, US$ 50 trilhões, de acordo com
dados do Banco Mundial.
O Brasil colabora com cerca de US$1,5 trilhão e os EUA, com
aproximadamente US$ 15 tri. “O PIB mede o que chamamos de economia real,
é um cálculo complicado composto pelo consumo das famílias,
investimento de empresas, gasto dos governos e o saldo da balança
comercial [a diferença entre exportações e importações] dos países”, diz o
professor de estratégia econômica do Insper (Instituto de Ensino e
Pesquisa) e doutor em economia, Daniel Motta.
A
outra resposta para esta pergunta é US$ 170 trilhões. Esse número é
quase 350% maior do que o PIB mundial. “Ele representa o total de ativos
existentes no mundo, é o dinheiro que gira”, diz Motta. Essa estimativa
é calculada com base em quatro dados: o valor total dos depósitos
bancários, fornecido pelos bancos; o valor do títulos públicos e dos
privados (dívidas de governos e empresas) e o valor atual de todas as
ações no mercado.
Mas
e aí, qual destes valores é mais confiável? O mercado financeiro,
contemplado no valor dos ativos, fica de fora do PIB. “O valor dos
ativos é mais confiável e fácil de calcular porque depende do valor das
taxas de juros dos títulos, de dados fornecidos por bancos e pela
associação das bolsas de valores do mundo, a World Exange Federation. Já
o PIB depende muito da metodologia de medição utilizada por cada país, é
uma hipótese, difícil de confiar.”, diz o economista.

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